quinta-feira, 11 de junho de 2020

A ÁGUA E O REGÁTOMO Tony Antunes




A ÁGUA E O REGÁTOMO
Tony Antunes

Liquidantes de outrora matinal
os rios das nossas lágrimas
nadam as amadas sedamantes
vestidas de mínimo regato – nuas.

Orfariando corações de alumínio
enferrujando ventríloquos de prata
no ouro opaco de saudade
a morte ri laminamente lânguida.

Lambendo as válvulas das ternuras
em pecados de cabrestos esporados
a súplica pede ajuda da tortura
porfilárica petulante e cesarina.

Ásperas flúbulas cinosadas
aos opacos lapsos de virilhas
fervem-lhe a morrer de tanta vida
afogada no regátomo do rio.

RESPEITE-SE OS DIREITOS AUTORAIS:

LEI Nº 9610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998


São José da Coroa Grande, 9 de junho de 2020

sexta-feira, 24 de abril de 2020

TÂNTRICA TRACAJARA (Tony Antunes)





TÂNTRICA TRACAJARA
Tony Antunes

Nos topos azogados entorpecidos
visbulário, cancrivo e torpe
grasbonico no ícone do açoite.

O sal que ensalobra o éter da sanidade
vislumbra atônito o tom de cada cédula
ante a molécula tântrica da gravidez
                                            yoganada

Intentônida de lambianite pálida
procrastina-se a verdade nua e
                               emputecida
no orgasminário da sua minitude
drasticamente estuprada, gosona-se.

Em gúpios culposos de mentes corcundas
as gárgulas riem desse infortúnio
pelejam piamente de mãos lavandas.

Etérica, hermeticamente mímicam-se
as tracajaras tripudiam trêmulas
— Não há mais lágrimas nos sótãos.

Soltas, as mentiras migalham o óbvio
as verdades se escondem – são tímidas?
os etílicos “éticos” pesadelam-se
cosmológonos de agrudeza e de agonia.

RESPEITE-SE OS DIREITOS AUTORAIS:
LEI Nº 9610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998

São José da Coroa Grande, 24/04/2020

sexta-feira, 17 de abril de 2020

FULGURÁCEO PLÁCIDO (Tony Antunes)



FULGURÁCEO PLÁCIDO
Tony Antunes

Fulguras ante o resplandecer da agonia
serenidade enrugada de vividas vidas
perspectivas pretéritas:
— Quase perfeitas.

Serpentinadas traições vis
dribladas, irônicas glosas
colossais auges flácidos
tremulárias, carpuláridas e
                          afogantes

Nareba frouxa da existência
gotasonada de gás, ópio e pena.

Fluvianos egos inflados de
                         si mesmos
zonziando nas cordas bambas
dos destintos sem tinos:
— Incerteza contra a correnteza.

Marolados de instantes febris
engloriados nos varais ao luar
                               da solidão

Surto sórdido sorrindo
nas caras enrugadas dos anos
do lépido destino e da morte.
  
RESPEITE-SE OS DIREITOS AUTORAIS:

LEI Nº 9610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998


São José da Coroa Grande, 17/04/2020

VISÃO POÉTICA DA CEGUEIRA (Tony Antunes)

VISÃO POÉTICA DA CEGUEIRA NOS EXORTA À REFLEXÃO SOBRE O QUE VEMOS EM NÓS 
E FORA DE NÓS MESMOS!